Quinta, 11 Janeiro 2018 23:44

O que é a síndrome do bebê azul?

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Foto: Reprodução

A transposição das grandes artérias (TGA) é uma condição em que os dois vasos sanguíneos principais que saem do coração - a artéria pulmonar, que leva sangue aos pulmões para pegar oxigênio, e a aorta, que tira sangue do coração para o corpo, - são trocadas.

Isso significa que o sangue flui para os pulmões e pega oxigênio, mas depois é bombeado de volta aos pulmões em vez de viajar ao redor do corpo. O fluxo que circula em volta do corpo é incapaz de atingir os pulmões para pegar oxigênio e continua circulando - e é por isso que as crianças nascidas com a condição podem ficar azul.

A incidência é relativamente comum, de acordo com o National Health Service Choices, que aponta que cerca de 5% dos recém-nascidos terão a condição, o que representa de 20 a 30 crianças em cada 100 mil nascidos vivos.

O primeiro procedimento arterial bem-sucedido foi realizado em uma criança de 42 dias pelo cirurgião cardíaco brasileiro Adib Jatene em 1975, que também deu o nome ao procedimento – “procedimento de Jatene”.

De acordo com as estatísticas, de 97 a 98 em cada 100 bebês sobrevivem à cirurgia. Cerca de um em cada 100 bebês tem complicações como danos cerebrais - às vezes permanentes -, danos nos rins ou anormalidades graves do ritmo cardíaco. Existe também o risco de complicações menores após a cirurgia, como uma infecção pulmonar ou líquido coletando ao redor do coração ou pulmões.

Procedimento

Antes da operação, é comum que os médicos realizem um procedimento que pode ajudar o recém-nascido a ter melhores condições para receber a cirurgia, que ocorre entre o 7º e o 30º dia de vida. A técnica se baseia na injeção de prostaglandina ou na introdução de um cateter no coração do bebê para aumentar a oxigenação até que ele tenha capacidade de passar por uma intervenção cirúrgica.

A cirurgia para TGA faz a inversão da posição da artéria aorta e da artéria pulmonar, colocando cada um em seu devido lugar, fazendo com que o sangue que passa pelo pulmão recebe oxigênio e seja distribuído pelo corpo do bebê, deixando o cérebro e todos os órgãos vitais oxigenados e garantindo a sobrevivência da criança.

O bebê recebe anestesia geral, e a circulação sanguínea é mantida por uma máquina que faz a função do coração enquanto é feita a cirurgia.

Na maioria dos casos, a criança não fica com sequelas e o crescimento e desenvolvimento da criança não é afetada, permitindo uma vida saudável.

 

iG 

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