Quinta, 18 Janeiro 2018 17:10

Taturana Assassina, um pesadelo que está assustando moradores no RS

Foto: Reprodução

Alguns moradores de Erechim estão levando até o Corpo de Bombeiros, lagartas para tentar identificar se o mesmo se trata da "lagartas de fogo". O medo dos moradores se intensificou nas últimas semanas, após hospitais de Santa Catarina confirmarem a morte de uma mulher em Dionísio Cerqueira e a internação de outras duas pessoas na UTI, após terem contato com o animal. Até o momento nenhum caso de acidente com este inseto foi registrado na região.

Embora pareçam inofensivas, as lonomias, mais conhecidas como taturanas, provocam graves queimaduras e até mesmo a morte em animais e seres humanos. Conhecidas popularmente como “lagartas de fogo”,  “mandruvás” ou “mondrovás”, elas se transformam, na fase adulta, em mariposas.

Lonomia

Para se ter uma ideia, na região sul do Brasil, mais de mil ocorrências de contato com risco à saúde humana ocorreram nos últimos dez anos, com alguns óbitos registrados.

A identificação de lonomias é dificultada quando elas formam colônias pois, para se defenderem dos predadores, ficam juntas, grudadas nos troncos das árvores, formando desenhos como se fossem um nó no tronco ou parte da folhagem. A pessoa que inadvertidamente tocá-las,  recebe alta dose de toxinas, que dão a sensação de queimadura, podendo levar á morte se a pessoa for alérgica.

O risco é muito grande se a espécie for a lonomia oblíqua, a mais temível e mortífera de todas.

A toxina da lonomia oblíqua reduz, no organismo da vítima, a formação de fibrina, substância responsável pela coagulação do sangue. A diminuição da fibrina pode causar graves hemorragias. “A pessoa sangra pelo nariz, pelas gengivas e por vários órgãos do corpo. Acredita-se que a gravidade desses efeitos está relacionada à quantidade de toxina liberada”, afirma o entomologista (especialista em insetos) Roberto Henrique Pinto Moraes, do Instituto Butantan, em São Paulo.

A taturana é pequenina: mede entre 5 e 7 centímetros; mas tem o corpo coberto de pêlos espinhosos, de onde sai o veneno, que  matou nove pessoas no Brasil ,entre 1989 e 1995, ano em que o Butantan desenvolveu o soro antilonômico.

Todo cuidado é pouco a entrar numa região de mata ou, subir numa árvore sem olhar, minunciosamente, seu tronco e seus galhos e folhas.

Prevenção

- Prestar atenção nos troncos das árvores e na grama ao redor.

- Observar se as folhas das árvores estão roídas.

- Observar se existem pupas ou fezes no chão.

- Utilizar camisas de mangas longas e calças nas atividades rurais.

Em caso de acidente, deve-se:

– Procurar o Serviço de Saúde imediatamente / atendimento médico

– Levar consigo algumas lagartas em frasco fechado, porém com ventilação e algumas folhas de planta para alimentação dos insetos, para que seja identificado.

- Não destrua as colônias de taturanas. A produção de soro depende da lagarta viva.

 

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