Domingo, 15 Abril 2018 17:34

STJ nega pedido de liberdade para suposto operador do PSDB

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iG São Paulo

Paulo Vieira, o “Paulo Preto”, é apontado como operador do PSDB em esquemas de corrupção; ele foi preso no início de abril pela Polícia Federal

Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa-SP, depõe na CPI do Cachoeira

Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa-SP, depõe na CPI do Cachoeira

Foto: Antonio Augusto/Agência Câmara

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca negou, nesta segunda-feira (16), um pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto.

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Apontado pelos investigadores da Lava Jato como operador financeiro do PSDB em esquemas de corrupção no estado de São Paulo, ele foi preso no início do mês pela Polícia Federal.

De acordo comadenúncia do Ministério Público Federal (MPF),Paulo Pretofoi o responsável porcomandar o desvio deR$ 7,7 milhões, destinados ao reassentamento de desalojados por obras do trecho Sul do Rodoanel, na Grande São Paulo, durante o governo tucano, entre os anos de 2009 e 2011.

Os documentos suíços revelaram que o dinheiro estava em quatro contas bancárias, abertas em 2007, por uma offshore sediada no Panamá, cujo beneficiário éPaulo Pretoe que, em fevereiro de 2017, o dinheiro foi transferido da Suíça para um banco nas Bahamas.

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Para o STJ, o mandado de prisão contra o acusado foi devidamente fundamentado e não há como substituir a prisão preventiva por medidas cautelares diversas da reclusão.

De acordo com o Ministério Público Federal, durante as investigações uma colaboradora relatou ter sido ameaçada por Paulo Preto.

Muito influente na administração pública paulista, o acusado tem grande trânsito entre as equipes de Geraldo Alckmin e José Serra, que temem ser implicados em uma possível delação premiada do ex-diretor.

Paulo foi diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), quando o hoje senadorJosé Serra (PSDB)estava à frente do governo do estado. O partidodeclarou que não tem qualquer relação com o réu ou com os fatos narrados.

Para a defesa de Paulo Preto, a prisão do investigado é arbitrária, sem fundamentos legais, além de desnecessária ante o perfil e a rotina do investigado, que sempre esteve à disposição da Justiça.

* Com informações da Agência Brasil

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