Quarta, 10 Outubro 2018 08:45

Com 56 jornalistas mortos em 2018 pelo mundo, casos já superam balanço de 2017

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Organização Repórteres Sem Fronteiras pede a nomeação de um representante especial da ONU para a proteção de jornalistas, medida apoiada por vários países. Shah Marai, morto este ano no Afeganistão, em foto de 2013 dentro de um helicóptero Ben Sheppard/AFP O número de jornalistas mortos de janeiro a setembro de 2018 no exercício da profissão já ultrapassa o total de 2017. Até o dia 1° de outubro, 56 jornalistas morreram por causa de suas atividades profissionais, de acordo com um levantamento feito pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF). O Brasil registra três casos. "Embora 2017 tenha sido o ano menos letal em 14 anos para a profissão, 2018 reverte essa tendência de queda", destaca a associação em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (11), em Paris.
Segundo o secretário-geral da RSF, Christophe Deloire, o número alarmante de mortes chama a atenção para a necessidade urgente de aumentar a segurança dos jornalistas em suas coberturas. A ONG investiga atualmente pouco mais de uma dezena de casos. A RSF pede a nomeação de um representante especial da ONU para a proteção de jornalistas, uma medida apoiada por vários países, incluindo a França. A solicitação também conta com o suporte de 130 empresas jornalísticas, organizações e sindicatos em todo o mundo. Afeganistão tem o pior registro O Afeganistão, com 13 jornalistas mortos desde o início do ano, é o país com o maior número de casos em 2018. Apenas no dia 30 de abril, dez jornalistas morreram no território afegão. Naquela data, nove deles foram vítimas de um duplo atentado em Cabul, incluindo o editor-chefe de fotografia do escritório local da AFP, Shah Marai. No mesmo dia, Ahmad Shah, um correspondente da BBC, foi assassinado por homens armados no leste do país. Um total de 29 jornalistas (52%) foram mortos em zona de guerra ou em áreas de conflito armado desde o começo do ano. Além do Afeganistão, o Iêmen (5 mortos) foi particularmente afetado, além de Paquistão, Palestina, Síria e Somália, com dois casos cada um.
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