Sexta, 22 Março 2019 10:36

Quatro mulheres passam mal após procedimento estético no Noroeste do RS

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Foto: Reprodução

A Vigilância Sanitária interditou o consultório de uma farmacêutica em Três de Maio, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a medida foi tomada na quarta-feira (20), depois que quatro mulheres atendidas pela profissional tiveram de ser hospitalizadas.

Elas relataram ter passado por um procedimento, realizado pela farmacêutica, para estimular a produção de colágeno no rosto.

"Ela realizou um procedimento estético e, depois, veio a passar mal. Daí, eu fui até a farmácia, não consegui quase nem medir a pressão e vim para a emergência, onde ela foi atendida", relata o marido de uma das pacientes, Roberto Coleto.

Três mulheres que foram internadas no Hospital São Vicente de Paulo já receberam alta. Uma quarta paciente permanece na UTI.

De acordo com o médico que prestou atendimento, elas sofreram uma intoxicação por uso do anestésico Lidocaína, que é usado em vários tipos de procedimentos por médicos e dentistas.

"Quatro pacientes com um quadro clínico muito semelhante, na verdade, compatível com uma dosagem excessiva da medicação Lidocaína", relata o pneumologista Jean Zanette.

"Apresentavam frequência cardíaca muito baixa, vômitos, uma diminuição do sensório, quer dizer, os pacientes estavam confusos e com a fala arrastada", completa o médico.

Agora, a 14ª Coordenadoria de Saúde apura se as reações foram desencadeadas por alguma falha da farmacêutica. O nome dela não será divulgado a pedido da Secretaria de Saúde do município.

"A interdição cautelar pode ser tanto temporária, como pode ser definitiva. Se faz justamente para evitar outras situações", explica o coordenador regional de Saúde Valdemar Fonseca.

Segundo ele, a investigação será feita junto ao médico que atendeu as pacientes no hospital, bem como a partir de informações e documentos obtidos junto à profissional. Também foram apreendidos os medicamentos utilizados. Ainda será apurado se o consultório tinha autorização para funcionar.

Por telefone, a farmacêutica responsável pelo procedimento disse que aguarda a perícia nos medicamentos utilizados para poder se posicionar.

Com informações do G1 RS

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Dra Carin Bogado Petry

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